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“PATRIA AMADA BRASIL”
Sertão Nordestino

Um Brasil que poucos brasileiros conhecem. 

Um de nossos campos missionários é o nordeste brasileiro, mais especificamente o sertão nordestino. A região nordeste é conhecida por suas belezas naturais e clima de verão o ano todo, sua costa litorânea possui cerca de 3 mil km de extensão.

Todos os estados nordestinos possui lindas praias que ficam o ano todo cheias de turistas do mundo todo.

Logo após o litoral nordestino encontramos uma região denominada “agreste”, ela faz a transição da região da mata (litoral) e o semi-árido (sertão).

E, chegando no sertão é que iniciamos aquilo que mais nos interessa, “a vontade de Deus para nossas vidas”. 

O sertão nordestino tem sido historicamente um lugar de exploração e miséria. Somente no sertão baiano, onde temos igrejas, centros de capacitação e projetos com crianças, existem aproximadamente 5 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, em situação de miséria.

A corrupção política e religiosa, a cada ano tem cooperado ainda mais para o aumento destas estatísticas, pois, é muito comum encontrarmos prefeitos que residem a mais de 400 km de distância da cidade da qual o mesmo foi eleito, resultado, centenas de cidade completamente abandonadas. Em uma das cidades onde realizamos o Projeto Boa Esperança (com crianças e famílias carentes) no sertão paraibano, não existe estrutura alguma para a população, mesmo sendo um município, não há saúde, educação tão pouco empregos descentes. E, em pleno Brasil de “desenvolvimento”, muitas crianças ainda morrem devido as más condições locais. Certa vez quando eu chegava em nossa base na Bahia, fui surpreendido com um grito de pastor que atuava conosco, bradando: “morreu, morreu”….. bem, ele se referia a uma criança que não resistiu as condições que vivia com a mãe. A cena que encontramos foi definitivamente macabra, lembro-me como hoje, um cômodo escuro praticamente vazio, apenas com uma mesa velha que sustentava um caixa de madeira com a criança de olhos arregalados e morta dentro, e, ao lado uma vela acesa para iluminar o ambiente.

No período de seca, que equivale a maior parte do ano, aonde a temperatura chega aos 48 graus, a falta de água é gritante, em alguns campos missionários que atuamos, chegamos a ficar semanas sem água.

A média salarial dos sertanejos que trabalham é de aproximadamente R$ 185,00, e muitas famílias ainda tentam sobreviver de moedas e comidas que são jogadas por motoristas nas rodovias esburacadas do sertão.

Mas, difícil de acreditar mesmo, é a situação religiosa do sertanejo. Existem atualmente cerca de 10 mil povoados sem a presença de cristãos. Lugares estes, que oferecem grande dificuldade de acesso, em alguns casos demoramos mais de 2:30h para andar 30 km. No sertão baiano o candomblé e a umbanda são extremamente praticados, juntamente com seus rituais satânicos de magia negra.

Nas romarias a demonstração desta escravidão religiosa fica ainda maior, pois os líderes destes eventos chegam a falar em caixas de som para que os policiais locais prendam os protestantes que forem encontrados nas proximidades. Eu mesmo já cheguei a ser pego pela policia por pregar na Romaria de Padre Cícero, no Ceará.

A média de cristãos nas cidades sertanejas não ultrapassa os 4% da população local, sendo que na grande maioria este número cai para menos de 2%, chegando a ZERAR em milhares de povoados.

Sabemos que os desafios pelos longínquos campos sertanejos são incontáveis, mas o Senhor tem nos animado a cada dia a permanecer no propósito de alcançarmos campos inalcançados pelo conhecimento do amor de Cristo.

A cada quilômetro percorrido, e a cada povoado alcançado, nossos corações são imediatamente recompensados com uma unção de vida que transborda-nos de alegria.

Lembro-me do dia em que sai sozinho de São Paulo numa caminhoneta vermelha em sentido ao sertão para viver uma visão que recebi do Senhor. Hoje, quando observo as dezenas de irmãos que trabalham nesta causa, nas várias áreas de atuação que desenvolvemos, nos projetos e igrejas que plantamos em lugares inalcançados, e nas milhares de pessoas já salvas e discipuladas nestas terras secas e rachadas, entendo que o Senhor realmente colocou sua igreja neste mundo para agir como Suas mãos redentoras, mãos que abençoam, abençoam com a maior benção de todas as bençãos, a benção da vida eterna.

“porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”. Atos 4.20

Pr.Everton Lopes


O LÍDER COMPASSIVO
07 2nd, 2010

È impossível falar de liderança sem falar do maior líder de todos os tempos. Ele sem dúvida foi o maior líder já existente, pois nos provou que ninguém nasce líder, mas como líder influenciou e transformou um bando de desorganizados homens em líderes que revolucionaram a história. Ele chamou homens através de seus corações e não de suas aparências. Eu poderia citar muitas qualidades e atributos para um líder, mas um líder segundo o coração de Deus, é o reflexo do maior de todos os lideres, JESUS DE NAZARÉ!

Jesus não era um líder autocrático, e mostrou isso quando quis a opinião de Filipe na primeira multiplicação dos pães (Jo 6:5). Mas também não era um líder liberal, e vemos isso na mais imperativa de todas as frases de Jesus “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16 15). Jesus sempre soube lidar de acordo com as situações. Mostrando-se ilimitado não se prendia as dificuldades que a liderança oferece.

Jesus nunca foi instituído formalmente sob nenhum cargo ou posição. Ele nunca recebeu o título de pastor, de apóstolo, de bispo, ou qualquer outro, no entanto, foi o líder dos líderes. Como homem, Ele era apenas um filho de carpinteiro e religioso, mas que desenvolveu dentro de si o senso de liderança, uma vontade de influenciar pessoas. E como líder e não chefe atraiu milhares de seguidores e nenhum subordinado, e através de um relacionamento pessoal e íntimo com alguns de seus seguidores desenvolveu a amizade suficiente para que seu propósito fosse cumprido (Jo 15:15).

Jesus, além de “O líder”, foi um homem temente a Deus, e como tal deixou marcas de sua temente vida. A misericórdia (Mt 20:29-34), a justiça (Lc 23:47), o sentimento liberal na área financeira (Mt 6:33; 22:21) e um coração bem firmado (Mt 4:1-11).

Jesus levou o chamado de servir a sério, pois quando falamos do líder Jesus, logo falamos da maior demonstração de serviço já demonstrado (Fp 2:6-7). Ele próprio nunca teve por auto-suficiência delegar-lhe o mérito que lhe era devido, mas com total humildade reconheceu que como homem era necessário que servisse a Deus e ao próximo (Mt 20:28). Jesus é o modelo de serviço que Ele espera dos seus discípulos!

Jesus como todo líder, pagou diariamente o preço da liderança. Através das críticas que recebia (Jo 4:27 – crítica positiva) seus discípulos mesmo em pensamento o criticavam pela atitude com a mulher samaritana, pois não sabiam do propósito original daquele diálogo; (Jo 5:10 – crítica negativa) os judeus o criticaram pela cura no sábado. Mas como um líder experiente, assimilou as críticas e usou-as como oportunidades.

Durante 30 anos de idade aproveitou para investir sua vida humana em reflexões na Tora (Lei de Moisés), sabemos disso, pois na tentação do deserto usou textos escritos por Moisés, e não havia assumido seu ministério público ainda. E depois da morte de João Batista, retirou-se para o deserto, onde costumava tirar momentos de reflexões (Mt 14:13).   

A solidão foi outro preço repetitivamente pago por Jesus. E ela se divide em dois tipos: 1) somos levados pelo Espírito Santo a momentos de solidão para nosso próprio crescimento e experiências ainda maiores (Mt 4:1-11).

2) vamos para momentos solitários sozinhos, pois a necessidade nos conduz a momentos de isolamento (Lc 22:39-41). Jesus sempre se retirava para que em momentos a sós com Deus pudesse ser renovado e consolado. Ele sabia o momento certo de isolar-se e estar com as pessoas.

O líder Jesus também se identificava e reconhecia o cansaço causado pelo trabalho, e demonstrava isso com seus liderados, tanto que conhecia as necessidades reais e momentâneas de sua equipe, e sabedor disto, supria-as (Mc 6:30-31).

E até as decisões desagradáveis não ficaram de fora na liderança de Jesus. Pois acredito que foi uma difícil posição para Jesus a decisão de esperar ainda dois dias para ir para Judéia (Jo 11:5-6).

O líder Jesus sabia investir seu tempo com sabedoria, e o mais importante, Ele não perdia tempo (Jo 4:35). Acreditava realmente que o tempo bem empregado era capaz de gerar vida eterna para muitas pessoas. As prioridades de Jesus eram bem estabelecidas e bem esclarecidas diante de sua equipe.

Jesus enfrentou todos os perigos da liderança. Ele não se deixou vencer pela sobrecarga de seu trabalho desgastante, nem se orgulhou colocando-o em primeiro lugar em qualquer coisa que fizesse, e a egoncentria nunca fez parte das atitudes por Ele tomadas. E mesmo através das pressões por Ele sentidas, nunca apostatou da verdade.

Jesus como líder aqui na terra reunia em si todas as qualificações possíveis e necessárias a uma liderança eficaz. Ele como um líder competente, tinha ardente disposição para aprender, Sua determinação diante das dificuldades era clara e objetiva, demonstrada até na Cruz do Calvalho (Jo 19:30). Com um amor insuperável, a indignação foi algo inevitável em alguns momentos (Jo 2:15-17). A iniciativa era uma das evidências mais claras na liderança de Jesus e acompanhadas da firmeza em suas decisões e o exemplo que transparecia para os outros (Jo 13:15), era um perfeito formador de líderes (Jo 14:12).

Mas todas suas qualificações resumem-se em uma palavra: “Compaixão”. E todos estes atributos são apenas acompanhantes de Sua imensa compaixão. Pois através dela, Jesus convocou mais ceifeiros (Mt 9:36-37); curou muitos enfermos (Mt 14:14); supriu as necessidades sociais das pessoas (Mt 15:32); mostrou que o perdão é resultado de um coração cheio de compaixão (Mt 18:27); limpou o leproso (Mc 1:41); ressuscitou o filho da viúva de Naim (Lc 7:13); ensinou-nos que compaixão não é religiosidade (Lc 10:33); aprendemos que através da compaixão podemos dar e receber uma segunda chance (Lc 15:20); dar vista ao cego e voz ao mudo (Mt 9:27-34).

Muitas vezes é fácil andar Jesus andou fazer muitas coisas que Ele fez. Mas se torna muito difícil parar quando Jesus parou. Parar para falar com a mulher samaritana (Jo 4), parar e falar com Zaqueu (Lc 19), parar e curar o paralítico de Cafarnaum (Mt 9:1-8), parar e falar com a mulher do fluxo de sangue (Mt 9:18-26).

O líder que Deus quer formar em nós, é o líder compassivo! Que possui como principal motivador para suas atitudes, a compaixão. Seja você também um líder que se compadece, lembre-se que pessoas são mais importantes que coisas.

Pr.Everton Lopes